•Quarta-feira 1 Julho, 2009 •
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Quando eu recebi a indicação desse livro imaginei que seria um livro de aventura e é! Quando mostrei para minha irmã ela disse que era um livro de auto-ajuda, também pode ser! O mais importante é que esse livro discute apenas um tema, essencial, puro e simples: sonho. Obviamente o livro não disserta sobre sonhos explicitamente. Ele não elabora filosoficamente sobre o assunto como fazem, habitualmente, os livros de auto-ajuda. Entretanto ele fala de sonhos de um jeito bem peculiar. Amyr Klink conta seu sonho de atravessar o atlântico a remo e mostra o esforço e o quanto ele lutou para conquistar seu sonho. É impressionante, mas solitariamente ele faz estudos, planeja a viagem e muito batalha atrás de patrocínios e no fim ele consegue atingir todas as suas metas, as vezes saindo-se melhor que o esperado. Obviamente ele enfrenta muitos desafios, simplesmente coisas que ele não previu. As partes mais interessantes são suas várias interações com os diversos bichos do mar. Focas, golfinhos, baleias peixinhos e tubarões, todos são personagens ativos em sua história. O valor que Amyr dá a cada um deles (inclusive dando nome a um dos peixinhos) é inigualável. Impressiona também o respeito pelos animais e a sua capacidade adaptar-se ao ambiente, varias vezes de forma forçada mas muitas delas de forma espontânea. Ele ensina tudo de forma tácita, sem quebrar o ritmo.
O que mais me impressionou neste livro foi a construção. Até a página 90 ele estava a menos de 1/3 do seu caminho percorrido e, sem correrias, ele chega ao fim da jornada em menos de 70 páginas. O estilo da escrita, que parece um diálogo de quem conta uma história pessoalmente é extremamente acalentador e rico de cultura. Quase nunca peca nos termos navais, para as poucas vezes que o faz, existe um glossário de termos nas últimas páginas.
Leitura obrigatória para todo leitor Brasileiro.
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•Sexta-Feira 12 Junho, 2009 •
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Faz uns 5 anos que eu vi pela primeira vez a série de Anime “Evangelion”. Acho que até hoje nada tocou tão profundamente tantos valores meus. Eu cresci muito depoiw de ver esse seriado. O interessante é que o protagonista mostra como é difícil o lado “maduro” das coisas. Quero dizer… Quando nós somos adultos muitas coisas mudam em relação a época em que nós somos “crianças” (Quando temos pouca maturidade e somos tratados de acordo com isso), as coisas acontecem segundo um “processo” de cobrança gradual mas os nossos pais trabalham contra nós! Eles nos protegem para que a gente possa viver o lado “bonito” da vida sem nos permitir o sentimento de culpa, dor e ansiedade de muitas coisas. Eles fazem isso com prazer e muito amor por nós. Isso é tão visível que eu conheço várias pessoas que tem a minha idade (22 anos) e ainda vivem na “aba” dos pais. Muitas dessas pessoas quando argumentadas sobre situações que até então tinham sido lidadas pelos seus pais amedrontam-se e fogem. É difícil amadurecer, aceitar responsabilidade e ter força para correr atrás do prejuízo das coisas que deram errado é uma característica de quem é maduro e quando somos infantis parece que nunca teremos um desempenho tão quantos nossos pais. Nós os amamos/admiramos por nos sentirmos inferiores. Outra característica muito importante é não saber desistir. Essa última nem é uma característica adulta, é mais uma característica compartilhada entre os gênios e os imbecís. Gênios e imbecis não sabem lidar com coisas fora das expectativas, a diferença é que o gênio tem uma base teórica e uma visão/entendimento de mundo gigantesca o imbecíl não tem isso. Com isso o gênio ultrapassa as “barreiras da realidade” joga na cara de todos (ou seja… frusta todos) a ignorância por não entender bem o aconteceu.
Será então que gênios são super maduros? Por um lado eu acho que sim e por outro eu acho que não. Permita-me explicar. Os gênios são muito maduros quando encaram a “realidade” do mundo. Eles se deixam penetrar pelo éter da pura razão e passam a entender a mecânica de todas as coisas. No fundo “entender a mecânica” é ter os modelos da realidade bem realizados na mente, ou seja, o seu modelo representa melhor a realidade do que se pensava antes. Os gênios são mais “maduros” pois eles simplesmente abandonaram os preconceitos que a razão lhes impôs até então. Por isso muitas vezes são chamados de loucos. Eles simplesmente perderam o “crivo” do que era “verdade” até aquele momento. Eles não são maduros o suficiente por outra perspectiva pois toda essa iluminação intelectual vem acompanhada de um preço bem alto. Geralmente algo aspecto da vida dessa pessoa foi severamente sacrificado para se chegar a tal ponto e nenhum adulto o sucifiemente “adulto” acha razoável sacrificar TANTO qualquer aspecto de sua vida.
Portanto eu defino que genialidade nada mais é que determinação ao extremo em alguma área da vida de alguém. Eu queria poder espressar isso para os meus familiares, eu queria pode sacrificar esse TANTO para chegar em um nível que eu sei que as pessoas NÃO ATINGIRAM AINDA!!! O triste é que minha familia não deixa, ela me ama demais e portanto me sacrifica demais em relação a abrir mão da minha vida social. Eles enfiaram na minha cabeça que eu tenho que ser um bom cidadão e como todo bom cidadão eu tenho que ter vida social. PQP, párem inferno!! EU NÃO QUERO!!! Eu quero estudar o máximo de computação que eu quiser, não interessa o custo que isso vai ter pra mim depois. Eu já sou maduro o suficiente pra entender que as minhas escolhas alteram o curso da minha vida, diabos, me deixem VIVER O QUE EU QUERO!!!!!!!! EU PRECISO DISSO!!!!!!!!!!!
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•Segunda-feira 27 Abril, 2009 •
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Esse fim de semana prolongado eu resolvi estudar C++ só pra desenferrujar o cérebro. O pior é que eu fiz isso do jeito mais difícil, no Linux. É nessas horas que todo programador sente falta do Visual Studio (da Microsoft). No linux a minha IDE toda hora trava e some (ela é feita em C puro e, provavelmente, ela não é bem testada) me deixando completamente na mão. Como a minha segunda opção é “não usar a IDE” resolvi aprender o basiquinho do compilador (GCC) e fazer as coisas na mão. Depois de 15min programando e debuggando ferozmente eu fiquei TOTALMENTE entediado de passar o mesmo comando e resolvi pesquisar uma solução para esse trauma. Eis que descubro as maravilhosas autotools (automake, autoconf, libtools etc). Não é que facilita?? O problema é que agora quem tem que gerir o arquivo de configuração da compilação (AKA Makefile) sou EU! Ou seja, não tem escapatória! Ou eu me ferro, ou eu me arrebento =/.
Apesar de tudo, eu consegui evoluir alguma coisa (sim… agora eu sei fazer um arquivo de configuração da compilação na mão e sei usar o GCC basicamente). É “muito bom” voltar a ter aqueles probleminhas de ponteiros e outras coisas específicas de linguagens C-Like. Faz pensar em como a máquina funciona, exercita a memória (não tenho intellisense) e me faz amar cada vez a padronização do Java.
Descobri que em linux (mais especificamente no universo de linux que eu tô me embrenhando – GNOME) os frameworks são muito parecidos com os frameworks comerciais. Como em Java e .Net a GLib funciona num esquema em que todos os objetos são descendentes de um objetido do tipo (pasmem) GObject. Ok, ok… em C/C++ eu POSSO não seguir nada isso ^.^, mas o bom senso acaba obrigando a ser assim. Dessa forma o framework coloca a prova toda a habilidade do programador em fazer uso de ponteiros, alocação dinâmica (que em C++ não é tão trivial assim porque temos que tomar conta do ciclo de vida das variáveis) e uso do próprio framewok.
Descobri que existe uma tool de documentação padronizada chamada GTK-Doc bem poderosa e segue bem de perto os padrões do Javadoc.
Se você é um pouco mais experiente deve estar me achando louco de misturar tanto C com C++ mas na realidade eu não faço isso por conta própria, eu tenho usado os wrappers de C++ (porque eu não sou louco) para isso. Sendo eles GTKmme GLibmm. Bem melhor que me destruir fazendo tudo no braço.
Depois escrevo mais.
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