Dois livros

•Sábado 2 Janeiro, 2010 • Deixe um comentário

Acabei de terminar de ler dois livros bem significantes para os meus projetos de vida deste ano:

  1. Java Servlet Programming (O’Reilly)
  2. Buit to last (Collins)

O segundo livro é um livro muito difícil de digerir porque ele trás não só conceitos novos mas mecanismos de pensar e racionalizar o que existe beeeeem diferentes do quê se aprende em Administração ou Gerência de projetos tradicionalmente. O pior não é trazer algo totalmente novo o pior é a força dos argumentos e a forte evidência de existência NAS MAIORES EMPRESAS DO MUNDO! É surpreendente como as grandes organizações mudam e como o livro racionaliza os “porquês” e “comos” das principais decisões históricas.

Já o Java Servlet Programming foi um livro que apesar de bastante técnico foi fácil de ler pois o autor contextualiza todo e qualquer assunto conforme ele necessita. Ou seja, o autor não explica HTTP antes de falar de request e responses, e mesmo assim ele explica apenas a parte que convém ao assunto (eventualmente ele termina por criar o modelo inteiro mas ele faz isso de uma forma bem didática).

Agora vou ler GWT Java AJAX Programing e “O livro das respostas” (aparentemente uma mistura de filosofia e religião que promete).

Contribuindo

•Sábado 19 Setembro, 2009 • Deixe um comentário

Depois da minha contratação eu passei a receber vários benefícios da minha empresa. Além do vale alimentação eu tenho direito a um vale-refeição (que se usa no supermercado). Não é muito não mas já é uma ajudinha. Como quem não quer nada eu dei pra minha mãe e falei o valor que tinha nele. Ela perguntou se ela era obrigada a comprar besteiras com o cartão (biscoito etc)  e eu respondi algo +/- assim:

“Não faço questão não mãe. Na verdade eu tô dando isso pra vocês porque eu quero que sobre um dinheiro e você e meu pai curtam um pouco mais a vida de vocês”

Eu achei que eles realmente fossem usar (porque apesar de ser pouco o valor não é ignorável) mas não achava que eles iriam captar tão bem a mensagem. Esse fim de semana os velhos já foram dar um rolé na serra. Eu realmente acho que eu contribuí alguma coisa pra familia.

Como não ensinar finanças ao seu filho

•Terça-feira 8 Setembro, 2009 • Deixe um comentário

Não faz muito tempo que meu pai resolveu trocar o meu carro. Na verdade ele quer é que eu (aos poucos) comece a sair da asa dele. Eu tenho demonstrado bastante estabilidade ultimamente e ele decidiu por uma coisa: trocar meu carro. Obviamente que a minha recém contratação deu mais segurança pra ele achar que eu consigo segurar o tranco sozinho. Sem contar que a minha irmã cada vez mais vai precisar de um carro pra fazer as coisas da vida dela (e o mais conveniente de tudo… ela não gosta de dirigir. Pra ele isso por si só já é um grande incentivo pra dar um carro pra ela). Portanto o cenário é favorável (pra ele) trocar o meu carro (com o meu dinheiro).

Eu não posso reclamar. Ele (por mais que eu acho que isso seja obrigação) paga minhas contas. Desde que eu entrei na faculdade ele tem tentado prover (dentro dos limites dele) uma vida confortável pra mim não é só porque ele gosta de mim, ou porque eu sou filho dele, Na minha família isso não é motivo suficiente, é porque eu tenho uma centelha de batalha (faz um tempo que eu não desisto no meio de um desafio) acesa dentro de mim. Eu (por mais torto que seja) tento fazer as coisas do jeito certo (o melhor possível). Portanto ele fazer isso comigo é mais um sinal de confiança e ao mesmo tempo um teste.

Hoje eu tenho medo do que pode acontecer no futuro. Por mais que eu tenha capacidade econômica, meu pai não está deixando eu fazer minhas decisões, e pior, ele está me endividando. Eu gostaria de comprar as minhas coisas quitando-as da forma que eu tenho feito ultimamente com quase tudo!! Ao contrário disso, meu pai resolveu que eu tenho que ser ansioso e comprar antes de ter dinheiro. Aumentar meus custos antes de fazer qualquer análise e buscar escalar meus gastos quando eu tiver a oportunidade. NÃO É ASSIM QUE SE GERE O DINHEIRO! Obviamente o dinheiro é feito pra ser gasto mas não é usando o fluxo de caixa até o último centavo e se comprometendo imensamente que se alcansa estabilidade financeira. Não é assim que se sai de casa, não é assim que se vive a vida. Odeio ouvir os argumentos de “eu já estive num aperto pior!”. FODA-SE!!! Eu não quero viver aperto ruim pra aprender a dar valor pras coisas até porque os meus valores não são os mesmos que os dele!!

Eu não quero formar família e tenho sérias dúvidas se eu sequer quero casar e encontrar uma companheira. Quando eu sair de casa eu não vou ter vontade de ligar pra ele toda semana (como ele fazia com a mãe dele) e sequer vou querer visitar-los uma vez por mês. Eu quero viver a minha vida LONGE deles, sem ter que ouvir o conselho que eu não pedi. Eu quero viver tomando as minhas decisões do jeito mais egoista egocêntrico de todos. Eu não quero ser um projeto deles!! Eu quero ser meu próprio projeto eu quero IR EMBORA DAQUI!!

Acabou que eu elaborei o seguinte cenário. Eu vou pagar meu carro, vou quitar a minha dívida, dai ele vai dar um “fôlego” pra eu fazer uma pós (coisa que eu não quero!! eu quero fazer um mestrado!!!!) e dai vai começar a me forçar sair de casa (obviamente me endividando de novo, mas dessa vez com o governo) num apartamento que ELE escolher aonde ELE quiser. Só quando ele chegar nesse nível ele vai se sentir confortável para dizer que eu sou um homem independente.

Na boa, eu tenho que procurar uns bicos e ganhar mais dinheiro pra pagar essa porra desse carro e voltar a pensar nos meus planos de investimento financeiro, e rápido!

Uma viagem de valores

•Domingo 16 Agosto, 2009 • Deixe um comentário

Esse fim de semana eu fui com a minha família para uma cidadezinha pequena aqui do RJ. Fomos a Vassouras. O “tchan” de lá é que existe uma universidade de medicina referência aqui no estado e a única “universidade do choop” da américa latina (o nome certo é “Curso superior de alimentos e bebidas” do SENAI). A única coisa boa é que lá eu só fiz duas coisas:

  1. Suprir necessidades básicas (Beber + Comer + Higiene)
  2. Pensar

Eu li um pouquinho do último livro que comprei para ler nas minhas férias: “Built to Last”. Tenho que dizer que esse livro vai ser difícil de ler pois o bichinho é altamente analítico. Os autores passaram 6 anos estudando as 18 empresas mais visionárias (eles definem logo no início do livro como foi que eles “encontraram” essas empresas) e a todo momento eles comparam essas empresas com empresas que tiveram um início semelhante nas mesma “era”. Tenho que admitir que os casos mais impressionantes (até agora) são os da Sony, Disney e 3M. Na realidade todas as empresas escolhidas impressonam. Todas tem no mínimo uns 70 ~ 80 anos, já passaram por diversas crises (a IBM, sozinha, enfrentou umas 6 ou 7 delas) e elas jamais abandonaram aquela visão “romântica” que as guia nesse mundo. Pra falar a verdade eu acho que eu realmente nunca tinha parado pra pensar em uma visão pra mim!! Por isso estou pensando intensamente aqui e quero me propor os seguintes valores:

  • Aliviar o fardo das tarefas repetitivas usando abordagens inovativas
  • Estudar e aplicar a ciência para resolver todos os problemas
  • Ser confiável em todos os relacionamentos humanos

Acho que esses 3 pontos já são coisas que eu buscava implicitamente mas pelo o que o livro tem mostrado ajudam muito mais no curso da vida quando são explicitadas.

Numerati

•Quinta-feira 13 Agosto, 2009 • Deixe um comentário

Há algum tempo (desde que assiti matrix pela 3ª ou 4ª vez) eu venho pensando nas implicações da tecnologia no mundo. Uns anos atrás eu li o livro “O mundo de sofia” onde existe um capitulo dedicado a tecnologia e a vida humana. Em 2007 eu li o livro “A história do dinheiro” em que também existia um capítulo dedicado a explicar as relações do dinheiro com a tecnologia e conforme eu tenho lido mais e mais eu vejo que a tecnologia (de um modo bem amplo) é o que caracteriza o animal humano. Por quê falar disso quando o livro trata apenas de estudos de caso em que matemáticos modelam e prevêm comportamentos humanos? Porque apesar do conceito não ser novo (modelagem matemática para prever fenômenos) as aplicações são!!

O livro se concentra 100% do tempo em mostrar casos “inesperados” ou simplemente “novos” (do ponto de vista mais conservador possível) tentando explorar um pouco as tendências do futuro em relação a modelagem matemática de seres e grupos humanos.