O mundo é plano!

•Sábado 1 Agosto, 2009 • Deixe um comentário

Sim ele é. Quando eu li o título desse livro eu imaginei que o livro fosse falar algo sobre “O mundo é orientado a dinheiro” e portanto a afirmativa “O mundo é plano” fosse uma metafora entre uma moeda (plana) e redonda (como o mundo). Ainda bem que eu sou curioso o bastante. Comprei o livro e mergulhei em uma jornada de quase 3 semanas nessa leitura de mais de 600 páginas sobre o mundo plano. Na realidade o livro não fala sobre como o dinheiro planificou o mundo. NADA DISSO!! O livro fala sobre como a TECNOLOGIA fez isso. Sim a tecnologia achatou o mundo essa metáfora é muito boa e ao mesmo tempo muito indecifrável para quem não leu o livro. Entender que o mundo é plano é uma questão de exercício de raciocio filosófico, economico, histórico e tecnológico. Não dá pra enteneder porque o mundo é plano (ou está se tornando cada vez mais) sem cruzar essas três áreas de inteligência.

Como amante e entusiasta de tecnologia que sou não posso dizer que o autor (Thomas L. Friedman) não fala besteira durante o livro. O sujeito é um jornalista oras bolas. O quê ele entende sobre tecnologia aplicada é algo bem superficial mas ele tem uma boa idéia geral do contexto em que ela se insere sem contar sua abordagem fundamentalista em relação a economia que cria um argumento muuuuuito forte em favor do mundo plano.

É um livro que eu indicaria para qualquer um que trabalha em uma multinacional fora do país de origem ou qualquer um que queira acabar com o fascínio (mítica?) ao redor do funcionamento do mundo atual (os conceitos do livro explicam o funcionamento de guerras e de cadeias de fornecimento sem estoque – DEMAIS!).

Enfim, é um livro que qualquer um que queira embasar suas opiniões deveria ler. Não é a tôa que o autor já recebeu 3 prêmios pulitzer (tipo o oscar para os jornalistas, ou o prêmio nobel dos cientistas).

Forgetting Sarah Marshall

•Terça-feira 21 Julho, 2009 • Deixe um comentário

Acabei de ver esse filme.

Eu não sei o que tá acontecendo de errado comigo porque uns colegas do meu trabalho disseram que o filme é hilário, mas eu achei o filme “normal”. Quero dizer, o filme fala sobre relacionamento e tem uma historinha legal de um cara que tem um jeitão atencioso e termina com a namorada que não tava dando muito valor pro relacionamento deles e ele acaba encarando uns conflitos pessoais genéricos. O problema é que eu não achei nada estrondosamente engraçado como meus colegas disseram. Sim, tem momentos divertidos, mas não é nada hilário. Não é igual ver um filme com o Ben Stiller (é assim que escreve?) ou algo assim.

Agora eu tô me criticando aqui, pensando que eu levo tudo muito a sério e talvez o filme seja realmente estrondosamente engraçado e eu tô aqui ruminando significado pra um bando de asneira. Sei lá… as vezes eu me sinto tão…. Careta, chato e carente que eu omito meus sentimentos de mim mesmo. Acho que eu tô precisando de umas bebidas.

SWT + JFace

•Domingo 19 Julho, 2009 • Deixe um comentário

Tô adorando o SWT/JFace é bem facinho de usar e pelo o que eu tô vendo muito mais legal que o Swing (que força o maldito MVC). Ok, ok. MVC veio pra ajudar no desenvolvimento de aplicativos grandes, mas quem disse que eu vou usar Java pra aplicativos imensos? Quando o negócio fica “cabrero” geral “peida” e acaba que tudo é refeito por uma equipe nova (bem mais cara) em C++… Então que se dane esse papinho de “MVC salva você”.

Só achei que o pessoal que inventou o SWT poderia ter sido um pouco menos injusto e feito tudo dentro de um *.jar só. Pra desenvolver em SWT eu me lasquei todo antes de descobrir que eu tinha que importar todos os SWT + todos JFace + todos Equinox (alguém sabe que #@$ é essa?) + todos UI.Workbench. Malditos! Por quê num dão uns nomes mais intuitivos?

Também me amarrei na facilidade de controlar o canal alpha dos controles SWT. Vejam uma pitadinha do que eu tô falando

Demonstração de manipulação alpha channel do SWT

Demonstração de manipulação alpha channel do SWT

É só mexer no objeto! Se não me falha a memória no Swing eu tinha que criar uns 2 objetos e pra poder começar a pensar em mudar qualquer coisa. Sem contar a velocidade lenta de abrir um aplicativo Swing um pouco mais completo (pqp… que desastre ter que instanciar um monte de panels pra delimitar alguma coisa – ok, ok, fica beeeeem mais flexível do jeito do Swing, mas pra fazer aplicativos normais, o SWT tá destruindo. MUITO mais M$ oriented).

Piegas

•Terça-feira 7 Julho, 2009 • Deixe um comentário

Acabei de ver os dois primeiros filmes do Spiderman, o meu super-herói preferido.

Eu sei que é piegas mas eu acho que eu vivo uma parte da minha vida muito parecida com a vida de Peter Parker no segundo filme, quando ele se vê obrigado a abandonar o a identidade do super herói para tentar realizar seus sonhos. Eu não lembro quando foi que saiu o Spiderman 1, 2 ou o 3 mas eu sei que quando eu vi o primeiro eu sai arrepiado da sala de cinema, ele abandonou a mulher da vida dele e se enrolou em vários projetos durante o segundo filme e quando a vida pisou muito nele ele revidou. O problema de pessoas normais como eu é que ao abandonar alguma coisa o único que sai perdendo sou eu, não dá pra eu agredir a sociedade de volta como faz o Peter Parker (quando ele faz isso a criminalidade volta a correr solta em NY). Nesse sentido eu sou mais maduro que o Peter Parker mas também sou mais infeliz. Quando eu terminei com a minha ex-namorada eu não chorei porque eu pensei duas coisas que na época, para mim, eram muito fortes:

  • Vou garantir meu sucesso profissional
  • Vou focar a faculdade

Duas nobres resoluções de um playboy de 19 anos que tinha tudo de mão beijada até então. O interessante é que eu REALMENTE corri atrás disso. Eu pensei o seguinte: “a faculdade é secundária, o objetivo dela num é estar empregado? então vou focar no emprego”. Foi isso que eu fiz. Estudei bastante para passar direto em tudo durante uns 3 períodos e consegui, dai surgiu a áGORa e eu dediquei corpo, alma, tempo, vontade e sonho a isso. Trabalhei muito, aprendi muito e rápido, sempre tentando obter os melhores níveis de qualidade do grupo. Por um tempo eu consegui, fui o melhor, impressionei muita gente. A minha ganância não deixou eu ficar quieto. EU QUERIA (e ainda quero) MAIS!. Tinha que ser o melhor, o tempo todo, durante todo o tempo, nas MELHORES empresas. Eu consegui de novo. Batalhei muito para estar onde estou e sei que eu tenho condições privilegiadas mas eu AINDA QUERO MAIS!!

O meu problema é que, como Peter Parker as minhas conquistas tem sido difíceis e para conseguir elas eu tenho dado TUDO de mim em todos os aspectos. Hoje eu vivo uma torrente de sacrifícios. Eu sacrifico a minha saúde, minha vida social e minha auto-estima por algo que, penso eu, vai dar retorno futuro. O problema é que há 2 anos eu vejo promessa de retorno futuro e nada de retorno. Os sacrifícios aumentam mas o retorno não vem!!! Meu pai já disse: “não tente correr mais que as pernas pra você não cair” mas o mesmo pai cobra de mim uma performance sobrehumana. Ele espera que eu vá bem na faculdade, no trabalho, nos relacionamentos e seja um filho maduro e que ouça-o sempre. PQP!!! Tem alguma coisa errada acontecendo. Shackleton viveu algo parecido e o que ele fez? Aguentou as pontas e onde ele parou? No túmulo antes dos 50.

Shackleton

•Segunda-feira 6 Julho, 2009 • Deixe um comentário

Mais uma vez me impressiono com o livro que acabei de ler. Apesar de seu foco gerencial o livro trás consigo lições muito bem construídas sobre a vida deste homem, não só um lider mas uma pessoa que acreditava demais nas pessoas e na capacidade delas de superar os limites que a própria natureza impõe. Não só liderou com destreza e obliterou-se diante da diligência de seus liderados mas foi o ponto de apoio daqueles que souberam extrair dele, através de seus comandos, o melhor de si. Shackleton não só foi um lider no sentido “gerencial”. Ele não se resumia ao “Lider servidor” que James Hunter prega em “O monge e o executivo”, ele excedia muito tudo isso. Mesmo, por vezes, sendo mais novo que muito marinheiros ele soube embasar sua liderança na importante experiência adquirida durante anos de trabalho no mar. Não exitou em ser muito “pés no chão” quando encontrou dificuldades mas sempre buscando transparência e convencendo, acima de tudo, quem por ele tanto se sacrificou (em realidade foi um sacrificio que cada um fez para si sem perceber).

Excelente leitura, abriu meus horizontes para tudo que meus chefes já fizeram por mim e ainda fazem. Mostrou o que é ser um lider e os desafios da liderança. Também mostrou pra mim o quanto imaturos e despreparados são os técnicos “gerentes” que “coordenam” o meu trabalho e o quanto o Steven Levitt está certo sobre a correlação (muitas vezes) errada que acontece na prática entre causa e efeito, mais conhecida como casualidade. Mais uma vez tenho que concordar com Robert Pirsig, o que diferete as diversas coisas do mundo é a qualidade, o lado subjetivo de todo objeto.